Cachoeiraço dá a resposta a Coronel Fabrício que se posicionou contra o evento “tentando vender” imagem de uma população desordeira

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O sucesso do Cachoeiraço 2026, realizado após mais de 20 anos sem o evento, acabou se transformando também em uma resposta direta ao discurso adotado pelo vereador Coronel Fabrício (PL), que se posicionou publicamente contra a volta da festa e tentou construir, tanto na tribuna da Câmara Municipal quanto nas redes sociais, uma narrativa de insegurança, desorganização e risco iminente de violência.

Durante pronunciamentos oficiais, o parlamentar criticou duramente o retorno do Cachoeiraço, afirmando extrema preocupação com a segurança pública e dando a entender que a Prefeitura de Cachoeiro não teria se articulado com as forças de segurança, além de sugerir que a população não queria o evento e que ele próprio “torcia para que não houvesse uma grande tragédia”. O discurso, de forte tom oposicionista e politiqueiro, chegou ao ponto de mencionar a possibilidade de acionar o Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

Os fatos, no entanto, desmontaram completamente essa narrativa. O Cachoeiraço foi precedido por quatro reuniões oficiais de planejamento, a primeira delas realizada quase um mês antes do evento, envolvendo o Tenente-Coronel Nério, a comandante do 3º Comando de Policiamento Ostensivo Regional (CPOR), coronel Emília Alves, o secretário municipal de Segurança e Trânsito, Clayton Siqueira, além de representantes da Guarda Civil Municipal, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. O resultado foi um evento com integração inédita das forças de segurança, cerca de 150 agentes atuando, e zero registro de ocorrências.

A postura do vereador passou a ser ainda mais criticada diante das cenas vistas durante os dias de festa. O que se observou foi exatamente o oposto do cenário de caos e violência propagado: famílias em peso, idosos, cadeirantes, mães grávidas, pessoas com bebês no colo, carrinhos de bebê, moradores curtindo a folia das sacadas e janelas dos prédios, além de turistas de outras cidades. Em um episódio simbólico, moradores do próprio prédio onde reside o vereador celebraram a volta do trio elétrico com churrasco, evidenciando o clima de confraternização e aprovação popular.

O Cachoeiraço mostrou um povo ordeiro, que sentia falta de atrações culturais no período do carnaval e que abraçou o resgate de uma tradição encerrada em 1999. A tentativa de “vender” para Cachoeiro e para a região a ideia de que a violência predominaria pegou mal, sobretudo após a repercussão extremamente positiva do evento, tanto social quanto economicamente.

Diante do resultado, as declarações de Coronel Fabrício passam a ser vistas como falácias, desconectadas da realidade e motivadas muito mais por interesses políticos do que por preocupação legítima com a cidade. Agora, diante do êxito absoluto do Cachoeiraço, cresce o entendimento de que o parlamentar deve um pedido de desculpas à população, já que o evento foi exatamente o oposto do que tentou propagar — possivelmente em busca de projeção política, considerando sua intenção de participar das eleições de 2026.

Como diz o ditado popular, que parece se aplicar bem ao episódio: “muito ajuda quem não atrapalha”. O Cachoeiraço voltou, deu certo e mostrou que Cachoeiro sabe, sim, fazer festa com responsabilidade, organização e respeito às famílias.

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